United States flag 2025 Retrospective: games, technology, music and other things

Retrospectiva 2025: games, tecnologia, música e outras coisas

14/01/2026

Colagem com: Macs, key art do Pokémon Legends ZA, capa do novo álbum da Jade, screenshot do Home Assistant e screenshot do wallpaper do Bazzite

2025 foi um ano bem bom. Muita coisa aconteceu na minha vida pessoal e profissional e foi muito bom! Pro ano que começa, meu objetivo é desacelerar e brincar com meus hobbies e experimentos. Quem sabe não volto a me manter curioso e compartilho as coisas malucas que faço por aqui?

Este ano, compilei os clássicos posts de coisas favoritas do ano passado em um mega texto com algumas reflexões aqui e ali. Boa leitura!

Software

Além das coisas auto-hospedadas que vou mencionar no próximo tópico, nada mudou em relação ao ano passado. Estou em um lugar onde meu fluxo de trabalho funciona tão bem que não preciso mudar muita coisa.

NUC, Proxmox e auto-hospedagem

Já fazia alguns anos desde a última vez que tive um Raspberry Pi para configurar o PiHole e fazer outros experimentos.

Conversando com colegas de trabalho, vários me indicaram a compra de um mini PC. Depois de algumas pesquisas (e dado o preço absurdo de um Raspberry Pi 5 completo), optei por um Intel NUC. Com 16GB de RAM e processador Intel N150, o bichinho é um pequeno monstro de baixo consumo (12w).

Mini NUC PC.
Pequeno e poderoso.

Instalei o Proxmox para gestão de múltiplas VMs em paralelo e foi a melhor coisa que eu poderia fazer. A instalação de distribuições Linux completas e LXCs é muito simples com o excelente projeto Proxmox VE Helper-Scripts.

Atualmente, tenho três itens principais hospedados neste NUC:

  • PiHole, para bloqueio de anúncios a nível de rede, com o DNS configurado diretamente no roteador da casa;
  • Uma instância do ZorinOS, que uso para fazer experimentos e desenvolvimento remoto;
  • Home Assistant, movendo a integração dos smart devices da casa para a rede local;

Todos conectados via Tailscale, permitindo acesso remoto fora da minha rede local.

Screenshot do meu dashboard do PiHole, mostrando algumas estatísticas de anúncios bloqueados na minha rede.
Conectado no meu roteador, o PiHole bloqueia ads e rastreadores a nível de rede.

Além disso, tenho experimentado com diferentes serviços auto-hospedados. Recentemente criei uma instância do Grafana para criação de dashboards locais com diferentes fontes de dados.

Pretendo testar outros serviços auto-hospedados pra, quem sabe, substituir algumas assinaturas.

iOS, iPadOS e MacOS 26

Lançamentos bem controversos.

De bugs bizarros no Safari de iOS, até problemas com aplicações Electron no MacOS, as versões 26 ainda tem muito que evoluir em 2026. É consenso nas comunidades online que é uma das versões menos estáveis dos sistemas da maçã nos últimos anos.

Apple Intelligence continua totalmente desnecessária, com péssimos resumos de notificações e uma terrível ferramenta de remoção de objetos em fotos.

A Siri ainda é burra como uma pedra e supostamente deve melhorar a partir da versão 26.4, com a integração com o Gemini.

Apesar dos problemas, gosto de unificação do versionamento dos sistemas e de componentes mais consistentes independente do dispositivo usado.

O ano do Linux no desktop

Estou muito feliz com a crescente do Linux fora da bolha de quem trabalha com TI. O sucesso do Steam Deck, combinado com a bagunça que o Windows 11 tem se tornado, tem feito cada vez mais pessoas se aventurarem no lado do pinguim.

Amo ver como distros focadas em coisas como o Bazzite (pra games) e o Zorin (pensado em quem vem do Windows) tem ganhado destaque na mídia mainstream.

Será que a partir de agora, todo ano vai ser o ano do Linux? Espero que sim. Devagar e sempre.

Reflexões sobre IA, chatbots e outras coisas

IA não é só chatbot. Aprendizado de máquina já faz parte dos produtos que usamos há muito tempo. O problema é como o mercado vende "IA" como uma commodity homogenizada que resolve qualquer coisa. É gente usando ChatGPT como fonte de pesquisa com respostas absolutas, é gente conversando com LLM como se fosse um terapeuta, é geração de imagens com conteúdo questionável (e até mesmo criminoso) e por aí vai.

O volume desenfreado de investimentos que big techs tem recebido para desenvolvimento em IA me parece mais maléfico do que benéfico, principalmente no último ano.

A Microsoft, por exemplo, tem tomado uma série de decisões mercadológicas péssimas. Tenho acompanhando com tristeza o fechamentos de estúdios e cancelamento de projetos na divisão Xbox. O motivo? Injetar dinheiro em data centers para processar funcionalidades de IA no Office e no Windows que nenhum usuário pediu.

Sem contar na crise dos componentes eletrônicos que já estamos vivendo e deve se estender por alguns anos. Grandes empresas preferem vender RAM, processadores de GPUs para big techs que vão comprar em grande volume o que torna tecnologia algo cada vez mais cara para o consumidor final.

Quando a bolha estourar, creio que os sobreviventes serão aqueles que farão um uso computacionalmente eficiente de modelos locais, incorporados naturalmente nos nossos celulares e computadores, sem ser uma buzzword enfiada goela abaixo de todos nós.

Dado o desabafo, não me entenda mal: uso ferramentas de IA diariamente. Amo o Claude Code, uma ferramenta extraordinária que tem me ajudado em várias coisas e processos. Mas usá-lo é algo que exige precisão, contexto e, principalmente, análise e interação humana.

O bmad method também é um workflow muito poderoso baseado em IA para documentar projetos, criar PRDs, fazer sessões de brainstorming, criar épicos e tarefas e muito mais. Tudo é feito de forma interativa. Excelente tanto para projetos existentes quanto para novos. É totalmente open source, gratuito e em constante evolução. Aliás, essa é uma das minhas formas favoritas de iterar em projetos com workflow baseado em IA. Se você é desenvolvedor de software, vale 100% a pena testar.

MCPs também são muito úteis. Vários serviços como GitHub e Jira têm servidores MCP muito bons para fazer requisições especializadas usando linguagem natural. Geralmente é super fácil de conectar em ferramentas como Claude Code e Gemini CLI.

IA deve ser usada com intencionalidade, contexto.

Quero IA ajudando no meu dia-a-dia com tarefas repetitivas, mostrando possíveis problemas de forma preditiva, me ajudando a economizar energia elétrica, combustível, tempo. Não gerando slop.

Games

Meu jogo do ano foi obviamente Clair Obscur: Expedition 33. Com exceção de Pokémon, nunca fui de RPGs de turno. Expedition 33 me pegou pelo conjunto da obra. Cair de cabeça naquele mundo é uma delícia porque tudo funciona perfeitamente: música, gameplay, história, personagens e direção de arte.

Estou curtindo muito o Switch 2. É um salto geracional considerável, pena que tela e bateria são um downgrade em relação ao Switch OLED. Nele, dei uma vida nova à Pokémon Violet (e Scarlet). Os jogos continuam graficamente ruins, mas pelo menos agora rodam bem. A Game Freak perdeu a oportunidade de redenção melhorando também os gráficos e texturas do jogo no patch que lançaram.

Captura de tela do jogo Pokémon Violet. Mostra meu Personagem e o Pokémon Koraidon em sua versão brilhante.
Eu e meu Koraidon Shiny (presente do meu amigo James Ribeiro).

Por falar em Pokémon, Legends ZA era a mudança que a franquia precisava. Engoli o jogo no lançamento. A nova dinâmica de batalha em tempo real é ótima, muito mais dinâmica e rápida. Todas as ruas de Lumiose se parecem? Sim. Acho que vão melhorar isso na próxima geração? Não.

Captura de tela do jogo Pokémon legends ZA. Mostra meu personagem ao lado do Pokémon Sylveon.
Servindo cool businessman em Lumiose City.

Donkey Kong Bananza foi um retorno moderno à minha infância. Eu colocava o jogo e imediatamente me teleportava pra uma tarde chuvosa tomando Nescau e comendo bolacha maria. Pra fãs de Donkey Kong Country (ou até de Super Mario Odyssey), é um jogo obrigatório.

Caputra de tela do jogo Donkey Kong Bananza. Mostra o personagem principal, com a Pauline em suas costas.
Uhhh, banana!

E aqui fica a nota de pesar pelo "fim" do Xbox.

Uma pena o que a Microsoft está fazendo com a plataforma. Em um ano foi de minha plataforma favorita para a menos favorita. Todo o trabalho incrível que fizeram por anos com o Game Pass e as iniciativas de preservação de jogos e retrocompatibilidade indo pro lixo. Muito triste.

Retrogaming

Com o aumento de preço dos consoles e jogos, retrogaming e emulação tem tido um boom recentemente.

Uma série de portáteis de baixo custo bem poderosos tem surgido no AliExpress com hardware e software otimizado para executar basicamente qualquer coisa até a quinta geração de consoles com folga. Controles que se encaixam em smartphones atuais também.

Emuladores e front-ends estão cada vez mais fáceis de se configurar e com excelente compatibilidade geral. Tem um computador velho? É fácil transformar em um console totalmente controlável por um joystick.

No fim do ano testei as versões mais recentes do Duckstation e PCSX2 e fiquei impressionado como a experiência do usuário pode ser próxima a de um console da geração atual. Com conquistas e tudo mais!

Captura de tela do jogo Crash Team Racing, de PS1 rodando no emulaldor duckstation em widescreen.
Crash Team Racing com upscale em 4K e mod de widescreen rodando no Duckstation.

Como é bom saber que temos comunidades inteiras dedicadas à emulação e preservação de jogos.

E pra finalizar... música

Jade foi a #1 nas playlists aqui em casa. É a primeira vez em anos que Tove Lo não aparece no meu top de artistas mais ouvidos do ano. Algumas recomendações:

Álbuns

  • That's Showbiz Baby! The Encore - a versão Deluxe do álbum de estréia da Jade Thirlwall. Pop de primeira qualidade. Experimental, honesto, conta uma história. O álbum visual também é sensacional. Destaques: Lip Service, Glitch, Unconditional, IT Girl, Plastic Box.
  • Mayhem - Lady Gaga. Acho que nem preciso entrar em detalhes, né? Destaques: Zombieboy.
  • Don't Click Play - o mais recente álbum da Ava Max. Farofa de primeira classe pra uma viagem de carro em um dia ensolarado. Destaques: Catch My Breath, Don't Click Play, Take My Call.
  • Beautiful Chaos - EP do Katseye. Everything's gnarly. Destaques: Gnarly, Gameboy, Gabriela Mean Girls.

Random


Que tenhamos um 2026 incrível! Feliz ano novo!

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